quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Viver para Sempre - O Legado

A certeza do Fim é imutável e dispensa negociatas. Diante dessa condição, uma sugestão seria: driblar a finitude da vida com a eternidade de Ações. Desviar da fragilidade da matéria com a imortalidade do Perdão. Ousar, ainda que eu acabe antes, repousar em escolhas de Amor e assim, apostar que elas gerarão vida para além de mim. Enfrentar com uma flor um tanque de guerra. “Viver para sempre”. E isso não significa não morrer, mas agir com valores que desencadeiem acontecimentos onde o Bem vença o Mal.

Viver intensamente não é uma loucura acelerada, mas ter um real contato com o propósito de Deus para a Existência, em suas melhores e piores experiências. Ter uma vida simples. Não como um voto de pobreza, mas no sentido de Una (ser um, ser o mesmo, não-composto, uni facetado, ser eu). Ser o mesmo em todas as rodas, ser transparente, despido de máscaras ou “roupas para cada situação”. E isso ultrapassa “saber se portar em diferentes lugares”, tem a ver com moral e princípios. Tem a ver com viver o que prega.Se o fim é iminente, convém trabalhar no pouco tempo que temos. Viver em Sua iminência é Perdoar desde já; pedir perdão agora; Amar incondicionalmente durante. Viver na iminência do fim é ir lá, tocar a campainha e tentar resolver o problema. É ligar pro amigo que não vê a anos e dizer coisas boas, sem cobrança. É não fazer acepção de pessoas. É confiar nas pessoas quando ninguém acreditar nelas. É dizer que sente falta, é se permitir sentir falta. É rir da piada repetida, se surpreender com a mesma comida de sempre, se sentir presenteado com uma laranja descascada na geladeira, ganhar uma flor, dar uma flor... é viver agarrado em coragens que não debochem do perigo e da dor, mas que chore o marginalizado. É fazer questão de que “a minha dor esteja em sintonia com o mundo ao meu redor”.É comer o feijão da minha vó como se amanhã eu não a tivesse mais; beijar minha namorada tendo em mente que é ela a mulher da minha vida hoje; curtir o dente que em breve cairá da boca de cabecinha como se ele entrasse hoje no banho e saísse com 20 anos; assistir filme com os amigos como se o mundo não fosse acabar...O legado que George me deixa é esse: O cara que soube viver bem, muito bem. Ida precoce, mas que enriqueceu centenas de outras vidas. E agradeço a Deus por ter conhecido um cara que literalmente era o cara!!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Dos filhos deste solo és mãe gentil, PÁTRIA AMADA BRASIL!! #sempre

Ontem foi um dia muito triste para nosso futebol. Venceu o melhor e ninguém pode questionar a superioridade do futebol alemão já há alguns anos. O mundo assistiu com perplexidade essa derrota, e nem a Alemanha deve ter imaginado essa vitória histórica.


Porém, vamos lembrar que a seleção brasileira já não vinha apresentando nosso melhor futebol há muito tempo. Jogamos muito mal. Infelizmente levamos sete, e por mais que isso nos cause mal-estar, devemos admitir que a chuva de gols foi reflexo do pânico e da incapacidade de reação dos nossos jogadores e da falta de atitude do treinador de mudar o time.


Vivemos uma crise no nosso esporte mais amado, chegamos ao auge dela. Acha que isso é problema só dos jogadores ou do Felipão? NÃO, nem de longe.  


Está é longe de 11 homens de verde e amarelo em campo correndo atrás de uma bola, 12 reservas uma comissão técnica e um técnico burro, fazerem de mim um patriota.


Essa copa já tinha sido perdida de goleada mesmo,politicamente falando, e infelizmente a gente sabia que o Brasil podia perder pra Alemanha, só não imaginava a surpresa do placar superfaturado.

Agora, exceto por esse vexame do 7x1, o Brasil não precisaria se envergonhar de uma derrota em campo, afinal, derrotas fazem parte do esporte.

Pra mim, deveríamos sentir vergonha de outra coisa.

Vergonha é vaiar os hinos dos outros. Vergonha é pagar o que pagamos de impostos e ainda assim ter brasileiros morrendo em hospitais, é ter professores ganhando salários menores que de um estagiário, é ter crianças sem merenda escolar porque algum idiota desviou a verba. Vergonha é ter um congresso nacional como o nosso. Vergonha é saber que sob nossa bandeira ainda existem analfabetismo. Vergonha é o mensalão, vergonha é o nosso judiciário corrupto, vergonha é ter a palavra "corrupto" entre as maia pronunciadas em solo nacional.

Vergonha é assistir de camarote políticos que só tem compromisso com sua perpetuação no poder, vergonha é a prática do famoso jeitinho brasileiro, vergonha é sermos da terra do "você sabe com quem está falando? " vergonha é a nossa educação doméstica. 

Vergonha é a fifa lucrar bilhões livres de imposto, é o mando e desmando desta "ONG." Vergonha é gastarmos bilhões em elefantes brancos que são estes estádios pós copa. Vergonha é a nossa mídia tendenciosa e sensacionalista onde a base são os interesses financeiros e políticos...

Vergonha é ter uma das gestões de futebol mais corruptas do mundo.  Vergonha é ter o presidente da CBF, José Maria Marin, ladrão de medalha, de energia, de terreno público e apoiador da ditadura. Marco Polo Del Nero, seu atual vice, recentemente detido, investigado e indiciado pela Polícia Federal por possíveis crimes contra o sistema financeiro, corrupção e formação de quadrilha. São esses que comandam o nosso futebol. Querem vergonha maior que essa?

Vergonha é nosso futebol se deteriorando há anos, sendo sugado por cartolas que não têm talento para fazer sequer uma embaixadinha, ficam dos seus camarotes de luxo nos estádios brindando os milhões que entram em suas contas.



Vergonha, na minha opinião é viver numa república carente dos mais básicos fundamentos de civilizações, e ainda assim conseguir chorar espernear e sofrer com copa do mundo.


Enfim, a aula que a Alemanha nos deu ontem não foi só sobre futebol, ela nos ensinou desde sua historia como nação até sua estadia em nosso pais durante essa copa,  ensinou a sermos simpáticos, humildes, guerreiros, determinados, fortes o suficiente para recomeçar a despeito do caos em que nos encontramos, o primeiro passo para uma revanche é aprender com nossos adversários e com as adversidades, no esporte e na vida.


Tenho vergonha do povo que queima nossa bandeira, que gasta fortuna com ingresso de jogo da copa dos ricos, e abandona o estádio ainda no 1º tempo, tenho vergonha do povo que queima ônibus, que ofende os jogadores, que usa da violência por não saber perder, é isso, não sabemos perder...


O futebol tem muitas coisas parecidas com a vida. As vezes nós ganhamos sem merecer, assim como nós perdemos de modo completamente inesperado...

 

Meu patriotismo não está pautado no futebol, muito menos na copa do mundo, piorou numa vitória ou derrota. Tudo isso não faz de mim menos Brasileiro. Hoje sai com minha camisa amarelinha com as cores da nossa bandeira, as estrelas da nossa seleção, pra mostrar que sou brasileiro na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. 

Nós sofremos sim, e só sofre quem acredita em algum momento. Eu acreditei, e escolho acreditar de novo todas as vezes...

 



 

domingo, 11 de agosto de 2013

Meu avô


Já se vão alguns anos desde que me despedi de meu avô. Ele foi um cara incrível, convivemos muito, desde que chutava na barriga de minha mãe, mas por volta dos meus 16, 17 anos ele travou um duelo com uma doença cruel.
Certa vez fui visitá-lo no hospital e fiquei pensativo por ver a fragilidade de meu avô, e a lembrança de um homem forte, muito forte. Guardei aquele pensamento, e logo pensei um pouco mais: “Ele está assim hoje, mas eu jamais esquecerei quem ele foi”. E assim tem sido, nunca me esqueci um dia sequer do homem digno que tive o privilégio de chamar de avô. Ele gostava de ficar conversando horas, logo cedo estava de pé com mais disposição para o trabalho e o serviço que muita gente nova não tem. Homem, marido, pai, avô, amigo e pastor como poucos.
Meu avô já atravessou para o outro lado do Vale, já vive com o Deus ao qual ele dedicou seus dias. Lindos dias. Deixou doces lembranças, viveu com tanta beleza que nem a doença pôde apagar o sorriso em seu rosto.
Me lembro do filme “Encontro Marcado” – no diálogo final entre o homem e a morte: “Eu preciso ter medo?” perguntou o homem, e a morte respondeu: “Não, homens como você não”.
Homens como o meu avô não precisam ter medo da morte, pois eles não morrem, se perpetuam em gestos de bondade e amor.
Hoje, no dia dos Pais, eu ainda me lembro daquele sorriso.
Espero conseguir corresponder diariamente em ações, o exemplo que meu avô foi, é e sempre será para mim.

Feliz dia dos pais a todos os pais, em especial ao meu pai que amo, apesar de, para alguns tios meus que tenho como exemplo, ao meu sogro, a minha vó que é minha vó, mãe e pai, e para todos os pais que eu conheço
hehehe
até a próxima!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Eu escolhi Esperar




Outro dia, estava eu ouvindo músicas de Maria Gadú, e ouvi numa música algo que chamou minha atenção. Falava mais ou menos assim assim: “Quero um pouco mais, não tudo. Pra a gente não perder a graça no escuro. No fundo, pode ser até poquinho.” (Encontro - Maria Gadú).

Aí eu comecei a pensar, e como já é de costume, eu fui longe, lá em marte. Mas me maravilhei vendo como certas coisas podem ser mais gostosas, e como elas ganham em qualidade quando acontecem aos poucos. As histórias ganham maior riqueza nos detalhes. As letras saem com melhor ortografia. Os passes saem com melhor pontaria. Da laranja se aproveita mais o bagaço quando se faz um suco com mais tempo. Os bolos e castelos de areia também crescem mais bonitos no ralento. Escova-se melhor os dentes, o sapato fica mais limpo, o noivo chora mais quando a noiva anda devagar, o sono fica bem melhor de dormir com um cafuné.

Lembrei de como algumas flores se permitem demorar um ano todo só se preparando para desabrochar. Os cachecóis de pano são rapidamente cortados, os de lã vão sendo criados naquela brincadeira das avós com seus grandes palitos.

Gosto do papo vazio e superficial que tenho na sala dos meus sogros enquanto no quarto, tem uma mulher se aprontando pra mim.

Demore. Processos levam tempo, e porque levam tempo em seus ajustes é que podem se tornar duradouros. Se não ficar bom, ai tentamos de novo.

Eu acho que a vida e as suas fases são como o Yakult, feito para degustação em pequenas séries. Talvez exatamente por isso é que a vida seja saborosa! Na academia também, a hipertrofia prefere as pequenas séries... os jogos também são mais interessantes quando tem várias fazes.... centenas de exemplos não param de vir e é ai que começo a desconfiar que esta é a velocidade que a vida deve ser levada. Não que eu esteja certo do que estou falando, mas certa vez quando pequeno, experimentei tomar vários Yakults num copo e não foi muito bom.

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.

Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis". (Fernando Pessoa)

TUDO tem o seu tempo determinado
e há tempo para todo o propósito debaixo do Céu” (Ecl. 3:1) =D

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O que é ter uma vida simples?

Cada dia mais, vejo as pessoas buscando(ou tentando buscar) uma vida simples. Dizem que é bom e ajuda a reduzir colesterol, hipertensão, varizes. Uns preferem prescrever como remédio, outros sugerem como "dica de amigo", ou os conselhos com aquelas famosas frases de efeito.
Dizem ter horror a megalópoles.
Mas...o que é ter uma vida simples? Fiz essa pergunta para várias pessoas antes de escrever esse texto, e a maioria das respostas foram sem sentido pra mim. No final, sempre caiam em "ajudar os necessitados", "não querer tanto dinheiro", "não desperdiçar, "comer coisas saudáveis" e mais um monte de verborreia questionável.

E se eu tivesse apenas uma calça jeans, uma camiseta preta, um all star, e morasse numa casa de um cômodo só, e buscasse numa padaria uma caixa de Nescau e pão para o café e carregasse o cestinho da minha bicicleta e ganhasse a vida tocando meu violão nas ruas da cidade? Eu teria uma vida simples? E se a tudo isso eu acrescentasse: “internet num Ipad”? Aí mudaria as coisas? E se eu pusesse minha casa de um cômodo só no meio de uma plantação de lavanda no interior da Toscana? Eu não seria mais simples? Por que? Porque é na Itália? E se fosse numa vila em Minas Gerais ou no Rio Grande do Sul? Aí seria simples?

E se eu morasse numa cobertura em Nova York, e tivesse a minha empresa multinacional, acompanhasse as oscilações da bolsa pelo aplicativo no meu IPad e tivesse um Porsche? Ai de cara já da pra ver que minha vida não seria nada simples né? E se eu revelasse que eu corro todas as manhãs no Central Park, só como frutas e legumes sem agrotóxico, levo e busco meus filhos todos os dias na escola e ajudo uma creche com 7 mil dólares por mês? Ai não é vida simples... ou é?

E se eu tivesse um sonho e seguisse este sonho!? Isso! Tatuaria Carpe - Diem no meu braço malhado e iria para o litoral todo fim de semana. Viveria sem maiores desconfortos sob o Sol e sobre a areia. Esqueceria de tudo e de todos dessas metrópoles capitalistas! Ai eu teria uma vida simples?

E os monges que passam os seus dias rezando e buscando a paz interior? Eles tem uma vida simples? Mesmo lutando a vida inteira contra a vontade maluca de encostar numa mulher e se absterem das coisas materiais? E os jovens do Xingu que vivem na mata e sobrevivem da cultura e da venda de artesanato? Estes são simples? Ainda que loucos para virem para São Paulo e terem um Ipod?


E então? O que é ter uma vida simples? Gostaria que se possível, alguém  se disponibilizasse a me ensinar uma definição que fizesse sentido para mim. Vamos sair desse câncer mental de “frases de agenda” e vamos conversar?

Pra você, "O que é ter uma vida simples"? Porque eu, não sei...

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Fora de Foco

Quando eu fiz 7 anos aprendi a amarrar meu cadarço sozinho. Com 9 anos eu já sabia arrumar meu quarto. Com 11 anos já sabia lavar minhas cuecas, com 13 anos aprendi a economizar dinheiro.  Com 15 eu já tinha aprendido a tocar uma música inteira no violão. Com 16 aprendi a cozinhar. Com 17 entrei na faculdade. Com 18 tive meu primeiro aluno de violão(mesmo de graça). Agora com 19 estou aprendendo a escrever.
O que tudo isso tem de comum?!?
Todas essas coisas, são conquistas que em algum âmbito me exigiram tempo e esforço. Algumas até me frustaram bastante por achar que não me renderam o reconhecimento que achei que merecia.
Na estrada dos meus pensamentos, tenho andado diariamente, e cheguei a conclusão de que o problema das pessoas, ou pelo menos o meu, é que necessariamente não são as ações em si, e sim os seus objetivos e propósitos.
Sem querer ser radical de mais ao citar Nietszche quando ele diz que "todo amor é amor próprio", e afirmando que sempre fazemos o que fazemos pois somos usuários químicos do "Reconhecimento".
"Damos uma flor para uma mulher, pois queremos vê-la feliz, gostando mais de nós. Grata. Nos admirando. Conquistada".
Uma coisa que tenho aprendido e compreendido nesses quase 20 anos de vida, é que não devemos focar nossas forças, esperanças e expectativas nas performances, e sim nas pessoas e nos relacionamentos. (Não sei nem se é aceitável essa visão vinda de um tímido). Um exemplo seria eu ficar decepcionado com um amigo por ele não me elogiar, e esquecer tudo de bom que já vivemos. Se você parar para pensar, na prática é exatamente assim. Se o marido deixa de elogiar a roupa nova de sua esposa, todo ambiente criado anteriormente é momentaneamente apagado. #Fato.
A verdade mesmo é que os "Grandes Feitos" são como folhas de outono, os relacionamentos são pedras, as conquistas são fases, as pessoas são cais, festas são coletivas, elogios são direcionais e convenientes, abraços são recíprocos, o título é pessoal, mas o beijo não é.
Em vez de esperar reconhecimento, experimente esperar na varanda por alguém que está prestes a chegar.
Fico com Fernando pessoa quando diz que "ao que nada espera tudo lhe é grato". Assim fica bem mais bonito.
E nem venha dizer que é utopia porque ai seria a desculpa mais baixa e mais covarde possível de correr do desafio proposto. Mesmo que fosse utopia, é importante abraçar uma utopia, pois a vida precisa de uma pitada de coisas impossíveis, e são elas que vão nos impulsionar a buscar outras jarras de possibilidades.

E em contra partida, elogie mais, encoste mais, leia os outros sob os conceitos deles, doe tempo as pessoas que te doaram tempo, não escolha pessoas que te dão alegrias, escolha pessoas que te dão parâmetros, e escolha pessoas ao invés de presentes, e faça questão delas em dias importantes não por merecimento, mas porque a proximidade vai gerar ações despretensiosas!

E isso não é nenhuma contradição. É simples gratuidade. Abraço.